Os merovíngios: Quem foram eles e suas possíveis descendência.

Como estamos estudando sobre Merovíngios e Carolíngios e o enraizamento da igreja, resolvi criar um post para se aprofundar e conhecer um pouco melhor sobre os Merovíngios.

  • Quem foram os Merovíngios?

 

Os merovíngios foram uma dinastia franca saliana que governou os francos numa região correspondente, grosso modo, à antiga Gália da metade do século V à metade do século VIII. Seus governantes se envolveram com freqüência em guerras civis entre os ramos da família. No último século de domínio merovíngio, a dinastia foi progressivamente empurrada para uma função meramente cerimonial. O domínio merovíngio foi encerrado por um golpe de Estado em 751 quando Pepino o Breve formalmente depôs Childerico III, dando início à dinastia Carolíngia.

 

              

  • Um pouquinho da história dos Merovíngios      

        Os Francos apareceram na história em meados do século III, quando se mostraram temíveis no mar, principalmente em ações de pirataria pelas costas do mar do Norte e por terra, durante as invasões da Gália (258). Eles foram incluídos no Império Romano e alguns deles chegaram a ocupar o oficialato superior das legiões, como Merobaudo, general do Imperador Valentiniano (375). As invasões bárbaras (406) enfraqueceram o poder de Roma e os Francos souberam aproveitar-se para estender progressivamente suas fronteiras. Clódio (405-448), rei de uma tribo dos Salianos (430-448) conquistou o norte da Gália, enquanto que os Francos do Reno ocupavam aa Renânia atual. Do reiClódio é que descenderam os Merovíngios e seu filho Meroveu é considerado o primeiro soberano da dinastia. Assim, os merovíngios, pertencentes ao povo germânico dos francos, fundaram a mais antiga dinastia monárquica da França.  

Com a morte de Clóvis (511), o reino foi dividido entre seus quatro filhos: Teodorico I, Clodomiro, Childeberto Ie Clotário I: a leste, a Austrásia, com capital em Metz; a oeste, a Nêustria, em torno de Soissons; o reino de Paris; e ao sul o reino da Borgonha, cujo principal centro era Chalon-sur-Saône. Depois de uma série de lutas fratricidas, Clotário I, que sobreviveu aos três irmãos, unificou o reino franco e estabeleceu a capital em Paris (558). Três anos depois, o território dividiu-se novamente, agora entre seus herdeiros, e recomeçaram as lutas dinásticas. Os conflitos entre os próprios merovíngios e com a nobreza, a pressão de povos vizinhos, como os bretões, os lombardos e os gascões, e a acomodação progressiva dos soberanos em favor dos administradores palacianos, levou a dinastia a se consumir com o tempo. A unidade merovíngia ainda seria restabelecida (613), quando Clotário II, rei da Nêustria, herdou os outros reinos.

  • Os últimos Reis Merovíngios

 

Os últimos reis merovíngios, incapazes, preguiçosos e apáticos, ficaram conhecidos pelo epíteto de reis madraços, ou rois fainéants. Pepino, o Breve, ao depor o último merovíngio, e antes de o enviar para um mosteiro, ordenou que as suas longas cabelos fossem cortados, como sinal de humilhação e destituição do poder que detinha, à moda do acontecido ao personagem bíblico Sansão. Ao depor Childerico III, Pepino III, Maires du Palais da Austrásia, fundava uma nova e famosa dinastia, a chamada Carolíngia, por haver tido em seu filho  Carlos Magno sua maior expressão política.

 

  • Merovíngios e suas descendências

 

Os reis merovíngios guardavam sinais ou costumes sagrados que os ligavam ao misticismo. A começar pela própria concepção de Meroveu, que tinha dois pais: um, o seu progenitor natural, outro, uma divindade marinha, oQuinotauro, que não resistira à beleza da dama grávida ao banhar-se no mar e com ela acasalara. Como imagem da suas divindades, esses reis tinham longas cabeleiras e barbas, pois nunca cortavam os cabelos, talvez numa possível referência a existência do bíblico Sansão. Eram considerados reis-sacerdotes, e conta-se que, de nascença, tinham uma cruz vermelha entre os ombros. Os seus trajes reais eram ornamentados com pendões que diziam ter poderes mágicos e curativos. Outras supostas tradições dizem que a família real era descendente de Jesus e de Maria Madalena. Haveria, então, uma linhagem que ia de Jesus até a dinastia dos Merovíngios, esses célebres reis que precederam Carlos Magnoe a sua dinastia. 


(imagem dos reis merovíngios)

  • Conclusão

 

Ao descobrir um pouco mais sobre a história dos merovíngios, me fez ficar intrigada com a  história do seus possíveis  decentes ou seja que seria  Jesus e Maria Madalena pois o  conseguir chegar a uma conclusão é que a Igreja Católica teria “tramado” com o fim do Império dos merovíngios com medo de que o poder deles fossem além da Igreja caso fosse confirmado a decendecias de Jesus e Maria Madalena, e logo em seguida vem a Dinastia Calorínia que é a fiel e protetora da Igreja católica que teve Carlos Magno como o seu maior representante. Ou seja  a   Igreja Católica pode ter várias mentiras e contra versas que podem distorce a verdadeira história. O que também me intriga é o fato de que os reis nunca cortavam seus cabelos e barbas e que eles conta-se que, de nascença, tinham uma cruz vermelha entre os ombros. Se isso é um mito ou não tudo isso me deixou muito intrigada, pois os merovíngios podem ter sofrido sim, um golpe da Igreja.

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